Dia 01.03 - 1º Domingo
Mt 4, 1-11: "Jejuou quarenta dias e quarenta
noites."
Estamos iniciando um novo tempo litúrgico, a
Quaresma. É um tempo privilegiado, são
quarenta dias de preparação para a maior festa
do cristianismo: a Páscoa. Há uma série de
símbolos próprios na liturgia deste tempo da
Quaresma: a cor roxa dos paramentos; não é
rezado o hino de louvor (o glória), a temática das
leituras, os cânones, etc.
A liturgia nos convida ao jejum, não somente
para cumprir uma lei, mas é uma forma de nos
tornarmos solidários com aquelas pessoas que
passam fome, não tem o alimento necessário
para o sustento de seu corpo. É tempo de
mortificação, de renúncia, de sacrifício (se bem
que esses termos na atualidade são muito pouco
usados, para não dizer desconhecidos). É tempo
do conversão, mudança de mentalidade e do
coração.
Cada ano, a CNBB nos apresenta um tema bem
presente na vivência do povo brasileiro para que
meditemos e reflitamos.
A narrativa apresenta Jesus sob a faceta do novo
Adão, porque vence o orgulho que pôs a
humanidade contra Deus. Ele é o novo Israel,
pois vence as tentações a que Israel sucumbirá
no deserto. Ele é o novo Moisés, porque superou
as tentações de Moisés para ser o fundador , e o
guia do novo povo do Deus, a Igreja.
O deserto das tentações é um resumo da
experiência de Jesus durante todo o seu
ministério. A narrativa visa a mostrar o
sentido dessas tentações.

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