4º Domingo – Dia 22.03
Jo 9, 1-41
"O cego foi, lavou-se e voltou enxergando."
O evangelho de João segue um esquema bem diferente do utilizado pelos Sinóticos: Marcos, Mateus e Lucas. João narra apenas dois milagres relatados também pelos outros evangelhos, a saber, a multiplicação dos pães e Jesus caminhando sobre as águas. O milagre do cego de nascença é contado, portanto, somente por João. O autor diz que escreveu o seu evangelho para que crêssemos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e, crendo tivéssemos a vida em seu nome.
Assim, com a narração do cego do nascença, quer mostrar que Jesus é a vida e a luz do mundo: dá a luz ao cego de nascença, em contraste com a cegueira espiritual dos judeus. Percebe-se, no interior da narrativa, a argumentação encadeada para levar o leitor a adorar Jesus como o Filho de Deus.
O texto era destinado a catequese dos que iam ser balizados. Da sujeira e da lama do pecado, erguiam-se os novos cristãos, depois de se terem lavado - como o cego - nas águas puras do Batismo. Evidentemente não bastava ao rito do Batismo em si. Era necessária a fé em Jesus e a adesão irrestrita a sua doutrina, acreditando na preexistência de Jesus e como sendo a Palavra na qual o Pai se revelou.

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